--O capítulo que li estes dias trazia uma conversa entre Firebelly e um outro sapo, mais velho, sobre a esperança do primeiro de ter quatro pés. Eles conversam sobre a diferença entre desejar e ter esperanças, e o sapo mais velho tentava convencê-lo de que não devia ter esperanças de algo que nunca irá acontecer.
Ele diz: <... mas se você nunca consegue aquilo que espera alcançar, isso afeta as suas decisões e pode modificar a pessoa que você vai se tornar>.--
Mas, pensando em tudo agora, acho que o sapo mais velho não era pessimista ou realista ao extremo como parece... uma frase dita por ele me mostrou um pouco de sua percepção de mundo e de sua abertura à escolha do outro.
Ele disse: <A esperança é uma decisão que nós mesmos tomamos; ninguém nos pode conceder>
É verdade... e sei também que ninguém pode tirá-la de nós.
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Eu discordo quando ele diz que Firebelly não deve ter esperanças, mas concordo que, a depender de como algumas coisas acontecem na vida, o seu curso poderá ser modificado definitivamente.
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Como sempre, assim que entrei em contato com estes insights, lembrei de um filme, Sob o sol da Toscana, que gosto profundamente, e que também fala de mudanças, escolhas, tentativas, acontecimentos inesperados da vida, dentre outros temas significativos.
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Depois de passar por uma grande decepção amorosa, Frances recebe uma viagem de presente de duas amigas, para a Itália, e à princípio não aceita. Ela acredita que ficará bem, apesar de ter perdido sua casa e de ter sido magoada pelo marido. Para convencê-la, sua amiga lhe fala sobre o perigo de não se recuperar deste sofrimento...
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Patti - Você está em perigo.
Frances - De quê?
Patti - De nunca se recuperar... Sabe quando você encontra uma pessoa vazia e pensa... o que aconteceu com você? ... Houve um momento na vida delas onde encontraram uma encruzilhada. Um lugar onde tiveram de decidir se virariam para a esquerda ou a direita.
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Outro momento marcante para mim, e que remete à nossa postura diante dos acontecimentos em nossa vida, é o do conselho dado por Katherine a Frances, que ainda se sente sozinha e triste, apesar da nova vida na Toscana.
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Katherine - Veja só. Você está triste... Quando eu era uma garotinha, ficava procurando por joaninhas. Finalmente eu desistia e adormercia na grama. Quando eu acordava, elas estavam em cima de mim... Então vá trabalhar na sua casa e esqueça disso!
-- A metáfora é perfeita, uma vez que a arrumação da casa de Frances na Toscana, que estava cheia de problemas, corresponde ao movimento de reorganização da sua vida... Ela não teria o que considerava tão importante enquanto não estivesse pronta. Precisaria primeiro arrumar sua casa, para só depois "receber visitas"...
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Me parece que muitas coisas na nossa vida não surgem no momento em que mais queremos. Quando algo parece ir de encontro a uma forte correnteza, às vezes é preciso que nos desvinculemos um pouco, o que é muito difícil... mas o resultado pode ser muito bom, como no caso das joaninhas... O nosso desejo e nossa ansiedade de conseguí-lo parece aumentar ainda mais a proporção de sua dificuldade... mas a única coisa que sei, quando olho para todas estas perspectivas, é que o fundamental é apenas não perder a esperança... É possível dar um tempo, mas abrir mão dela jamais...
... Estas histórias e personagens me lembram um pouco de cada um de nós ...